Se por um lado caiu o índice de infestação do mosquito transmissor da dengue, o tempo quente aumenta significativamente a presença dos pernilongos, tirando o sono das pessoas. O diretor do Departamento de Controle de Endemias e Zoonoses, Antônio Carlos Barbosa, explica que o Culex tem a proliferação muito rápida. “Nesta época do ano, o pernilongo comum se prolifera rapidamente, em torno de quatro dias. Ele não é igual ao Aedes aegypti, que demora de 0 a 10 dias”, explicou.
Antônio Carlos tranquiliza que, apesar de ser muito incômodo, este pernilongo não transmite nenhuma doença. “Nós sabemos que ele traz muito incômodo, tira o sossego das pessoas, mas todas as ações que fazemos no combate à dengue contribuem para amenizar e diminuir o índice desses pernilongos. A partir das primeiras chuvas notaremos uma diminuição nos mosquitos. Aí voltaremos a atenção ao Aedes aegypti”, destaca o diretor.
Questionado sobre a possibilidade de trabalho específico no combate ao Culex, Antônio Carlos descarta a opção. “Não fazemos porque ele se reproduz tanto em água suja quanto limpa e já temos ações do dia a dia de combate à dengue. Então, tenho que eliminar possíveis criadouros e orientar a população. Por isso, não há uma ação específica para o pernilongo comum, mas os combates do dia a dia vão surtir efeito no Culex também”, finaliza.