O vazamento de informações confidenciais pelo Football Leaks colocou mais uma vez o Paris Saint-Germain na berlinda. Documentos liberados pelo site, e publicados ontem pelo jornal francês Mediapart, indicam que o clube praticou discriminação racial para selecionar jogadores para as categorias de base. Horas após a publicação, o PSG confirmou a veracidade da acusação.
Entre 2013 e 2018, de acordo com os dados do Football Leaks, o PSG criou quatro "graduações" para avaliar adolescentes candidatos a integrar equipes inferiores: "francês" (branco), "do Norte da África", "das Antilhas" e "africano".
Foi por esse método de classificação, baseado na cor da pele, que a base do clube teria vetado, em 2014, o recrutamento de Yann Gboho, meia da seleção francesa sub-17, negro e que nasceu na Costa do Marfim. Atualmente, o jogador de 17 anos defende a equipe B do Rennes.
Marc Westerloppe, um dos responsáveis por avaliar jovens talentos no PSG, disse na época que havia a necessidade de "equilibrar a diversidade" nas categorias de base devido a uma presença maior de jogadores de origem africana ou caribenha.
Em nota publicada em seu site, o clube francês confirmou a prática, mas ressaltou que a decisão foi exclusivamente de Westerloppe, sem o consentimento da diretoria. O PSG alega ter descoberto o caso em outubro, abrindo uma investigação interna para apurar como funcionava o método de seleção de jogadores.