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FIM DAS BETS: Corinthians calcula impacto financeiro após proibição das casas de apostas

Publicado em 26/09/2026 às 08:25
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Corinthians quer prazo para se reorganizar com o fim das apostas (Foto arquivo)

Corinthians quer prazo para se reorganizar com o fim das apostas (Foto arquivo)

O Corinthians esperava ter pelo menos 90 dias para se adaptar ao fim das casas de apostas no Brasil, período considerado necessário para buscar novas fontes de receita e diminuir os efeitos da mudança sobre compromissos financeiros já assumidos.

O prazo, porém, não foi incluído na medida provisória assinada na sexta-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As empresas têm até 5 de outubro para retirar anúncios, marcas e ações de marketing ligadas aos patrocínios, enquanto sites e aplicativos deverão sair do ar no dia seguinte.

A medida ainda precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para continuar valendo. No Corinthians, a direção agora analisa principalmente as consequências para o acordo com a Esportes da Sorte, patrocinadora máster do clube.

MERCADO DE PATROCÍNIOS PREOCUPA O CLUBE

A projeção interna é de redução nas receitas de patrocínio, porque o Corinthians considera que, no curto prazo, não existem empresas capazes de substituir os valores pagos pelas casas de apostas.

A avaliação é de que a queda pode superar a registrada após a saída da Caixa Econômica Federal do futebol. O contrato do Corinthians com o banco terminou em abril de 2017, e o principal espaço da camisa ficou 21 meses sem uma marca fixa até o acordo com o BMG.

O clube também acompanha discussões sobre controle de gastos, fair play financeiro e responsabilidade administrativa, consideradas alternativas para auxiliar na reorganização das contas diante da redução das receitas.

CONTRATO ATÉ 2029 É PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO

O maior impacto envolve o acordo com a Esportes da Sorte, renovado em fevereiro e válido até dezembro de 2029. O contrato estabelece R$ 150 milhões por temporada e pode alcançar R$ 200 milhões com metas esportivas e comerciais.

Para 2026, o Corinthians garantiu R$ 160 milhões fixos, e parte da receita do patrocínio chegou a ser antecipada para pagamento dos salários registrados em carteira do elenco e da comissão técnica masculina.

O clube ainda possui direitos de imagem e premiações atrasados e não tem receitas garantidas para os próximos pagamentos. A direção calcula ainda que aproximadamente 15 clubes da elite nacional podem enfrentar dificuldades com a folha salarial após o veto às bets.

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