
A chegada de Marcos Lamacchia ao Vasco está causando inquietação na oposição do Palmeiras. (Foto Linkedin)
O avanço da negociação para a compra da SAF do Vasco provocou reação nos bastidores do Palmeiras. O Ocupa Palestra, grupo de conselheiros de oposição à atual administração, divulgou nesta sexta-feira (25) uma nota pedindo medidas para evitar possíveis conflitos de interesse envolvendo José Roberto Lamacchia, marido da presidente Leila Pereira e integrante do Conselho Deliberativo alviverde.
A manifestação ocorreu depois que a Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia, filho de José Roberto e enteado de Leila Pereira, venceu o leilão para aquisição da SAF do Vasco. A companhia foi a única participante da disputa.
SAÍDA DO CONSELHO
Entre as medidas defendidas pelo Ocupa Palestra está o desligamento voluntário de José Roberto Lamacchia do Conselho Deliberativo caso a aquisição do Vasco seja concretizada.
O grupo entende que a condição de avalista ou financiador de uma equipe adversária pode ser incompatível com a atuação de Lamacchia dentro do Palmeiras. Os conselheiros afirmam ainda que já haviam encaminhado questionamentos aos órgãos internos do clube sobre possíveis conflitos de interesse.
A oposição também pede que sejam interrompidos eventuais benefícios, facilidades ou cessões de recursos ligados ao grupo empresarial da presidente do Palmeiras para equipes adversárias.
Outra solicitação envolve a criação de mecanismos de proteção de dados operacionais e do conhecimento interno do clube.
NEGÓCIO AINDA DEPENDE DE APROVAÇÃO
Apesar da vitória da Almirante Participações no leilão, a compra da SAF ainda não está concluída. A operação precisa ser aprovada pelo Conselho Deliberativo do Vasco e posteriormente pela Assembleia Geral Extraordinária do clube carioca.
A negociação também está sob análise da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), que avalia a possibilidade de conflito de propriedade na operação.
José Roberto Lamacchia já havia confirmado, em junho, sua participação financeira no negócio. Ele declarou ser avalista do filho na operação e afirmou estar garantindo R$ 2 bilhões. (Matéria original no GE)