ESPORTE

Após protestos, Argentina suspende amistoso contra Israel em Jerusalém

Folhapress
Publicado em 06/06/2018 às 22:09Atualizado em 17/12/2022 às 10:20
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Para Jorge Sampaoli, técnico da seleção argentina, foi um cancelamento que veio em boa hora. Ele nunca quis ir a Jerusalém disputar amistoso contra Israel que acontece no próximo sábado (9), a uma semana da estreia na Copa do Mundo. Ontem, a partida foi suspensa por decisão da AFA (Associação de Futebol Argentino).

Os protestos e a reação internacional à realização do amistoso falaram mais alto. A entidade também recebeu ameaças e temeu pela segurança dos jogadores. Eles também não morriam de amores com a ideia da viagem. Estava programada uma visita deles ao Muro das Lamentações. Nesta terça, 30 manifestantes da causa palestina foram à porta do centro de treinamento do Barcelona, onde a seleção faz uma semana de treinos antes do torneio. Levaram uniformes pintados de vermelho, simbolizando que a camisa argentina estaria manchada de sangue.

A partida aconteceria em momento sensível nas relações entre israelenses e palestinos, dois povos que consideram Jerusalém sua capital. O governo dos Estados Unidos decidiu levar a embaixada em Israel para a cidade, o que causou indignação na Palestina.

A ideia de Sampaoli era fazer uma partida nesta semana na cidade espanhola, última preparação antes do Mundial. Não achava conveniente embarcar em uma viagem de avião e chegar em Bronnitsy (55 km de Moscou), onde será o bunker da equipe durante a Copa, apenas no próximo dia 10. A AFA agora buscará um adversário para satisfazer a vontade do treinador.

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