Há jogadores de ambos os lados que precisarão estar especialmente atentos no primeiro jogo, domingo, às 16h, no Independência
Tanto na Cidade do Galo quanto na Toca da Raposa II, a ordem é erro zero na decisão do Campeonato Mineiro. Mas há jogadores de ambos os lados que precisarão estar especialmente atentos no primeiro jogo, domingo, às 16h, no Estádio Independência, para não perder o que pode ser o melhor da festa, a partida de volta, dia 8, no mesmo horário, no Mineirão, quando será conhecido o campeão estadual de 2018.
Com dois cartões amarelos, atleticanos e cruzeirenses entram pendurados neste primeiro embate. Muitos deles importantes, como o alvinegro Leonardo Silva e os dois volantes celestes.
Certamente, o lado alvinegro inspira mais cautela, já que toda a defesa titular está ameaçada de não jogar a decisão – Patric, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos. Para piorar, o reserva de Patric, Samuel Xavier, também está com dois amarelos. Outro pendurado é o atacante Erik, também opção de banco. Ainda que a questão preocupe, o grupo tenta se concentrar somente na preparação técnica para tentar vencer o clássico do Horto e tirar a vantagem adversária.
O lateral-esquerdo Fábio Santos entende que os jogadores devem atuar naturalmente, mas com cautela para não desfalcar o time alvinegro no segundo jogo da decisã “Acabei tomando um cartão de bobeira na semifinal, contra o América, em que calculei errado. Temos que jogar o mais natural possível, tentar esquecer isso, deixar que as coisas aconteçam e evitar esse cartão, de chutar uma bola para o alto desnecessariamente ou por reclamação. E jogar o jogo. Se tiver de tomar o cartão, vai tomar. Mas o ideal é tentar esquecer e fazer com que isso não atrapalhe. Atuei em vários jogos pendurados e consegui me sair bem. Tomara que consiga levar o máximo de tempo sem tomar cartão”.
Embora tenha seis pendurados e corra o risco de perder atletas para o segundo jogo, o Atlético vem se mostrando um time mais disciplinado em 2018. Nos 14 jogos do Estadual, a equipe foi advertida 24 vezes com cartão amarelo (média de 1,7 por partida) e não teve jogador expulso – em 2017, foram 33 amarelos e um vermelho em 15 jogos. O volante Adílson e o armador Otero foram os únicos a cumprir suspensão automática na atual edição. Na Copa do Brasil, o time alvinegro foi advertido 12 vezes em quatro jogos e não teve atleta expulso.