Clubes calculam prejuízos e reorganizam as finanças com o fim dos contratos com as bets. (foto IA)
As casas de apostas mantêm contratos de patrocínio máster com 14 dos 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro em 2026. Juntos, os acordos chegam a pelo menos R$ 910 milhões.
Flamengo, Corinthians e Palmeiras aparecem com os maiores valores fixos entre os contratos divulgados. O clube carioca recebe R$ 220 milhões por ano, enquanto o Corinthians tem acordo de R$ 150 milhões e o Palmeiras, de R$ 100 milhões.
PATROCÍNIOS ENVOLVEM 14 CLUBES
Além dos três primeiros da lista, também possuem patrocínio máster de bets São Paulo, Atlético-MG, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Vasco, Santos, Vitória, Remo, Chapecoense e Grêmio.
São Paulo, Atlético-MG, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Vasco e Santos recebem valores que ficam entre R$ 90 milhões e R$ 35 milhões. Entre os menores contratos divulgados estão os de Vitória, com R$ 20 milhões, Remo, com R$ 12 milhões, e Chapecoense, com R$ 10 milhões.
O Grêmio fechou um acordo com uma casa de apostas na quarta-feira (23), mas o valor do contrato não foi divulgado.
BÔNUS PODEM AUMENTAR OS VALORES
A soma de R$ 910 milhões considera os valores conhecidos dos contratos, mas alguns acordos também preveem pagamentos extras relacionados a títulos e desempenho esportivo.
No caso do Palmeiras, os bônus podem alcançar R$ 70 milhões por ano, o que elevaria o acordo para até R$ 170 milhões. Em 2025, os clubes da primeira divisão receberam R$ 1,03 bilhão em patrocínios de casas de apostas.
Os times divulgaram um manifesto contra a Medida Provisória que proíbe as bets, enquanto algumas empresas passaram a notificar extrajudicialmente clubes sobre possíveis rescisões caso a medida fosse aprovada.
GOVERNO ANUNCIA PRAZOS
O governo também anunciou o envio ao Congresso de um Projeto de Lei, em regime de urgência, para estabelecer punições às empresas que promoverem apostas online no país.
Sites e aplicativos de apostas deverão sair do ar a partir de 6 de outubro, enquanto as empresas terão até o dia 5 para retirar publicidade e marcas vinculadas aos contratos de patrocínio.
A Medida Provisória passa a valer após a publicação no Diário Oficial da União e precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para continuar em vigor.