Goleiro Leo Linck sofreu muito com os chutes de média distância por causa da altitude (Foto/Vitor Silva/Botafogo)
Querendo exorcizar o pesadelo da altitude de 2025, quando caiu para a LDU-EQU nas oitavas de final, o Botafogo encarou novamente esse obstáculo e sucumbiu de novo. Na altitude de 4.000 metros de Potosí, na Bolívia, o time carioca até fez um primeiro tempo acima das expectativas, segurou o empate, mas logo na volta do intervalo sofreu gol cedo e viu o Nacional abrir vantagem de 1 a 0 no jogo de ida da segunda fase da pré-Libertadores, no estádio Víctor Ugarte.
Além de encarar a altitude, o Botafogo também teve pela frente um frio extremo, chegando a 7º durante a partida. Mesmo com as adversidades, soube poupar nos primeiros 45 minutos e saiu lamentando quando Matheus Martins perdeu uma chance clara nos acréscimos. O castigo veio no segundo tempo, quando Baldomar desviou de cabeça para marcar. O Botafogo ainda teve bons momentos, como a bola na trave de Montoro e sorte com o gol anulado de Álvarez.
Com o resultado, o Botafogo agora precisa virar o agregado no estádio Nilton Santos, na próxima quarta-feira, às 21h30, com dois ou mais gols de diferença. Em caso de empate nos placares, a decisão irá para os pênaltis. Fora isso, a vaga fica para o time boliviano.
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SEGUROU A PRESSÃO
A missão e estratégia do Botafogo era clara nos minutos iniciais: poupar fôlego e driblar o obstáculo da altitude na primeira etapa. O time carioca entrou com uma linha de cinco defensores, com Vitinho e Alex Telles com a missão de sair para o jogo pelos lados do campo e recompor defensivamente.
O Nacional Potosí foi para cima, como era de se esperar, e não deixou o Botafogo ultrapassar a linha do meio de campo. O time boliviano tirava proveito da altitude com chutes de longa distância, dando trabalho para o goleiro Léo Linck, que ainda contou com a trave no cabeceio de Baldomar.
Na espreita por uma bola, o Botafogo saiu melhor do que se imaginava e teve a chance de sair na frente com Matheus Martins já na reta final. O atacante recebeu lançamento, venceu o defensor na corrida, mas na hora de finalizar mandou para fora, perdendo grande oportunidade.
DERROTA
Depois de um bom primeiro tempo, o balde de água fria veio cedo para o Botafogo. Logo aos dois minutos, em falta cobrada na área, Baldomar apareceu sozinho para desviar de cabeça e abrir o placar para o Nacional.
O Botafogo até teve a chance de se redimir na sequência, mas Montoro acertou o travessão para desespero dos botafoguenses. A situação só não se agravou graças ao desvio de Álvarez, que, em posição irregular, teve seu gol anulado.
Com o passar do tempo, o Botafogo abriu mais o meio de campo e chegou a costurar algumas jogadas, mas tomou diversas decisões erradas, principalmente nas transições.
Na reta final, o Nacional passou a administrar o tempo, trocando passes no campo ofensivo, porém sem propor pressão para ampliar o marcador, mostrando-se satisfeito com o resultado.
NACIONAL POTOSÍ (BOL):
Galindo; Baldomar, Restrepo, Demiquel e Torrico (Orellana); Azogue, Maxi Núñez (Rojas) e Otormín (Hoyos); Solis (Abastoflor), Wilan Álvarez e Villalba (Tobar).
Técnico: Leonardo Eguez.
BOTAFOGO:
Léo Linck; Vitinho, Bastos, Alexander Barboza, Mateo Ponte (Ythallo) e Alex Telles; Newton, Wallace Davi (Villalba) e Montoro (Kauan Toledo); Barrera (Marquinhos) e Matheus Martins (Kadir).
Técnico: Martín Anselmi.
JOGOS DE ONTEM
O'Higgins 1 x 0 Bahia
Nacional Potosí 1 x 0 Botafogo
Barcelona de Guayaquil 0 x 1 Argentinos Juniors