Não é só a barba – que ele já avisou que vai manter porque me faz economizar tempo – que confere a Valtteri Bottas um visual mais agressivo neste ano. Mesmo mantendo sua fala calma, o finlandês de 29 anos voltou das férias determinado a mudar o curso da sua história dentro da Fórmula 1. Sabendo que esta pode ser sua última temporada na Mercedes, que tem como reserva Esteban Ocon, piloto muito bem-conceituado pelo chefe Toto Wolff, Bottas quer deixar para trás a fama de bom moço. Percebi que tenho só uma carreira e não quero me arrepender de nada, não quero pensar que não forcei o bastante ou não aproveitei as oportunidades. Acho que ano passado foi para eu acordar. Desde criança, eu sonho em lutar por vitórias e campeonatos. E percebi que, se há um momento em que eu posso fazer as coisas de uma maneira melhor, é agora, definiu o finlandês em entrevista à reportagem. Em 2018, Bottas sofreu menos que Hamilton com a adaptação a um carro temperamental no trato com os pneus da Mercedes, mas não conseguiu transformar isso em resultados, conviveu com azar em momentos importantes e, da metade para o final do ano, enquanto o companheiro arrasava a Ferrari de Sebastian Vettel, só conseguiu três pódios. Após a temporada, veio a autoanálise – e ele explica que não teve ajuda externa: simplesmente olhei para o espelho. E o diagnóstico de que faltou agressividade em 2018. “O principal é minha atitude nas corridas e realmente aproveitar as oportunidades – às vezes, pensar um pouco mais a curto prazo nas decisões que tomo nas corridas, explicou. Definitivamente, foi uma temporada decepcionante e até fiquei bravo comigo mesmo por estar há seis anos na F-1, agora, e ainda não ter atingido a minha meta. Obviamente, eu tenho tempo, mas estou começando a perceber que só tenho uma carreira e não quero estar, de novo, nessa situação, questionando se eu poderia ter feito algo melhor. Só quero me certificar de que, neste ano, vou atingir minhas metas e vou fazer o que for necessário para isso. (Folhapress)