A medalha da redenção da vela brasileira veio com Martine Grael e Kahena Kunze. Elas escreveram seu nome na história do esporte ao serem as primeiras mulheres a ganhar na 49er FX
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A medalha da redenção da vela brasileira veio com Martine Grael e Kahena Kunze
A medalha da redenção da vela brasileira veio com Martine Grael e Kahena Kunze. Elas escreveram seu nome na história do esporte ao serem as primeiras mulheres a ganhar na 49er FX, numa edição olímpica. A categoria estreou em Sydney-2000, mas era disputada somente entre os homens. E a conquista foi com muita emoção na medal race, quando a dupla chegou na primeira posição e garantiu o ouro.
A medal race foi emocionante e as quatro equipes (Brasil, Nova Zelândia, Dinamarca e Espanha) sabiam que podiam chegar ao ouro ou ficar sem medalha, pois a diferença de pontos era mínima. Logo na largada, a dupla italiana saiu na frente, seguida pelas neozelandesas. Martine e Kahena sempre ficaram na terceira posição, o que no mínimo já garantiria a prata, porque a Itália estava fora da briga.
Só que Martine e Kahena, após a boia 4, escolheram o melhor lado da raia e chegaram à última boia na liderança, dez segundos à frente da dupla da Nova Zelândia e com 34 segundos de diferença para as dinamarquesas. As brasileiras mantiveram o ritmo, fecharam a prova na frente, comemoraram o ouro inédito na carreira com muita festa e se jogaram na água da Baía de Guanabara.
Campeãs do mundo na categoria e bicampeãs nos eventos-teste, Martine e Kahena, ambas de 25 anos, chegaram à Olimpíada como uma das favoritas para a prova. Estrearam na sexta-feira com mar revolto e ondas de até dois metros. Um dia de "maremoto", como descreveram alguns atletas. A prova atrasou por quase duas horas, por causa da falta de ventos. "Eu esperava na Olimpíada coisas que nunca tinha visto na minha vida. E aconteceram", disse Martine.
Com o pódio de Martine e Kahena, a vela brasileira chegou a 18 medalhas na história dos Jogos, sendo uma das modalidades mais vitoriosas do País. Um parte delas, oito, foi conquistada pela família Grael. Além de Martine, seu pai Torben tem cinco medalhas em Olimpíada e o tio Lars tem duas.