Uma nota técnica do governo autorizou clubes, fabricantes, distribuidores e lojistas a continuarem vendendo camisas de futebol que já haviam sido produzidas com marcas de casas de apostas antes da entrada em vigor das novas regras.
O posicionamento foi apresentado após uma manifestação da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (Ápice) e reduz o impacto imediato da proibição para empresas que ainda possuem produtos desse tipo em estoque.
A situação das camisas já fabricadas era uma das preocupações apresentadas pelo Flamengo após a Medida Provisória assinada por Lula que proíbe as bets.
O entendimento do governo é que a comercialização normal de uma camisa produzida anteriormente não representa, por si só, uma nova ação de publicidade, marketing, propaganda ou patrocínio.
Dessa forma, os produtos que estavam nos estoques antes da mudança poderão chegar normalmente ao consumidor final, mesmo que ainda apresentem visualmente as marcas das empresas de apostas.
A autorização, porém, não permite fabricar novas camisas com essas marcas nem realizar campanhas publicitárias, ações promocionais, impulsionamentos, publicidade com influenciadores ou outras iniciativas para ampliar a exposição das bets.
A medida também não representa uma extensão dos contratos de patrocínio, e as marcas de apostas não podem continuar aparecendo nos uniformes utilizados por jogadores durante partidas ou treinamentos.
Também ficam fora da autorização as exposições em instalações esportivas, transmissões, conteúdos publicados nas redes sociais e outras ações comerciais relacionadas aos antigos contratos de patrocínio.
Com as novas determinações, os clubes já começaram a retirar as marcas das casas de apostas das camisas utilizadas pelas equipes e também das publicações feitas nas redes sociais.
São Paulo e Fluminense mantiveram vínculo com o grupo empresarial responsável pela Superbet, mas passaram a utilizar nas camisas a marca Superscore, aplicativo de inteligência esportiva voltado para dados e estatísticas avançadas de futebol em tempo real.
Desde as 23h59 de segunda-feira (5), os sites de apostas precisaram sair do ar e as propagandas dessas empresas estão proibidas.