Casa dos testes da pré-temporada, o circuito da Catalunha costuma ser palco de corridas mornas, tanto pelas características da pista, quanto pelo fato das equipes a conhecerem muito bem. Mas, depois de um começo de temporada muito disputado, com três vencedores de três equipes diferentes nas quatro primeiras provas, a expectativa para a prova deste ano é diferente.
Ferrari, Mercedes e, em menor medida, a Red Bull demonstraram nas primeiras corridas um equilíbrio de forças, fazendo com que as novidades que tradicionalmente são trazidas pelas equipes a Barcelona sejam mais importantes do que o normal.
É justamente pelas equipes poderem fazer a comparação direta na pista onde é feita a pré-temporada que os engenheiros se esforçam para aprontar extensos pacotes de mudanças na quinta etapa do campeonato. Além disso, existe a questão logística, por ser a primeira prova disputada na Europa, e também as características da pista, que testa tanto o carro em curvas de alta velocidade, quanto em um trecho final mais travado.
As equipes que mais devem trazer novidades são Williams, que está na lanterna do campeonato e com muitos problemas especialmente na traseira, Force India, que começou o ano com o projeto atrasado, e a McLaren, que ainda tem uma desvantagem considerável para os ponteiros mesmo estando em quarto lugar entre os construtores.
Mas o principal fator que aponta para um GP da Espanha diferente é a escolha da Pirelli. A fornecedora vai levar os compostos supermacios, macios e médios. Isso significa, na prática, que eles serão dois degraus mais macios que ano passado, o que teoricamente gera mais desgaste e abre as opções de estratégia.