O Cruzeiro tem 90 dias para usar o dinheiro, obtido com taxa de juros 1,69% ao mês. Com um detalhe: um dos vice-presidentes do clube, Ronaldo Granata, nem assinou o documento
Os R$ 50 milhões que o Cruzeiro pegou emprestados junto ao Banco BMG no início da temporada já acabaram. Tanto que o presidente Wagner Pires de Sá teve de recorrer no dia 29 de março ao Banco Santander, desta vez para pegar um valor de R$ 3 milhões, para conseguir completar o pagamento da folha salarial cruzeirense. Ela funciona como uma espécie de cheque especial para pessoas jurídicas.
O Cruzeiro tem 90 dias para usar o dinheiro, obtido com taxa de juros 1,69% ao mês. Com um detalhe: um dos vice-presidentes do clube, Ronaldo Granata, nem assinou o documento, talvez por não concordar com outro socorro a instituições bancárias em menos de 100 dias de gestão.
Boa parte dos R$ 50 milhões obtidos junto ao BMG, em janeiro, foi investido em contratações, como as de Edílson, Fred, Bruno Silva, David. A chegada dos reforços ajuda a explicar o considerável aumento na folha salarial, que subiu de R$ 8,7 milhões por mês para cerca de R$ 12 milhões. O departamento de futebol também ficou R$ 500 mil mais caro, por causa de reajustes nos vencimentos de dirigentes, comissão técnica, assessoria…
Somente na carteira, Fred recebe R$ 850 mil mensais. O goleiro Fábio, o zagueiro Dedé, o volante Henrique, o meia Thiago Neves e o atacante Rafael Sóbis ganham, cada um, mais de R$ 450 mil mensais. Os gastos excessivos da nova gestão foram a justificativa de Divino Alves de Lima para deixar a vice-presidência financeira do Cruzeiro no último dia 15, menos de três meses após ser contratado pela Raposa.