Pedro Lourenço, Rubens Menin (Foto) e Marcos Lamacchia estão entre os bilionários (Foto/Pedro Souza – CAM)
O modelo das Sociedades Anônimas do Futebol aumentou a participação direta de grandes empresários na administração dos clubes brasileiros, com investimentos, pagamento de dívidas e operações que chegam à casa dos bilhões de reais.
Entre os principais nomes estão Pedro Lourenço, no Cruzeiro, Rubens Menin, no Atlético-MG, e Marcos Lamacchia, que está próximo de comprar a SAF do Vasco.
PEDRO LOURENÇO INVESTE NO CRUZEIRO
Fundador de uma rede com mais de 400 lojas e faturamento de cerca de R$ 26 bilhões no último ano, Pedro Lourenço adquiriu 90% das ações da SAF do Cruzeiro por aproximadamente R$ 600 milhões.
A operação incluiu a conversão de R$ 100 milhões em dívidas em ações, pagamento de R$ 150 milhões em 2024 e outros R$ 350 milhões previstos para os próximos dez anos.
Nesta temporada, o Cruzeiro investiu mais de R$ 300 milhões em reforços e tem folha salarial estimada em R$ 30 milhões mensais. A fortuna pessoal de Pedro Lourenço não tem valor informado por publicações especializadas.
MENIN CONTROLA MAIOR PARTE DA SAF DO ATLÉTICO-MG
Rubens Menin é sócio da SAF do Atlético-MG e, ao lado do filho Rafael Menin, concentra 83,5% das ações. Em 2023, o grupo formado pelos Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador comprou 75% da operação por aproximadamente R$ 913 milhões.
Em maio, foi aprovado outro aporte de R$ 530 milhões, principalmente para pagamento de débitos bancários. A dívida do Atlético-MG está estimada em cerca de R$ 654 milhões. Rubens Menin tem patrimônio estimado em R$ 9,2 bilhões.
VASCO NEGOCIA OPERAÇÃO BILIONÁRIA
Marcos Lamacchia venceu o leilão para a compra da SAF do Vasco por meio da Almirante Participações S/A, mas a negociação ainda não foi concluída.
A proposta prevê R$ 500 milhões para o futebol, R$ 150 milhões para o centro de treinamento, perdão de uma dívida de R$ 80 milhões, além do pagamento de outros débitos e cobertura do déficit de caixa pelos próximos cinco anos. O pacote global supera R$ 3 bilhões.
Outros empresários também aparecem em operações envolvendo Guarani, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Londrina, Linense, São Caetano e Inter de Limeira, mostrando a expansão de diferentes modelos de investimento privado no futebol brasileiro. (Com informações – GE)