Um dia após a demissão do técnico Rogério Ceni do Cruzeiro, o zagueiro Dedé pediu para fazer um pronunciamento, ontem, antes da reapresentação dos jogadores na Toca da Raposa. O defensor disse estar sendo atacado por causa da polêmica no vestiário do Castelão, que antecedeu a saída de Rogério do clube, e negou a formação de 'panelinhas' no elenco para derrubar o treinador.
"Cheguei no Rogério, mas não cobrei nem critiquei em momento algum. Simplesmente pedi o Rogério que o nosso grupo precisaria de todos no elenco. Naquele momento, eu falei que o Thiago Neves, o Sassá e o Edilson são importantes para nós, e que não ficassem de lado porque são decisivos, tiveram histórias decisivas no clube. Que eles não precisariam ser amigos, mas que fossem profissionais e respeitassem um ao outro. Da mesma forma que falei isso para o Rogério, falei para o Thiago, pedi profissionalismo da parte dele. E quando eu estava falando com o Thiago, o Rogério saiu. Não quero me fazer de vítima, mas foi o que aconteceu. Fiz isso pensando 100% no Cruzeiro. A gente precisa de todo mundo. Não pedi para ele colocar o Thiago, não cobrei. Cobrei profissionalismo do próprio Thiago na frente do grupo, como também cobro nos bastidores", explicou.
"O Rogério saiu, e ali eu acho que ele poderia dar uma resposta, falando 'Dedé, eu te entendo' ou 'Dedé, não irei fazer isso'. Mas não tivemos essa resposta e foi quando nosso grupo sentiu”, disse.
“Pedi esse pronunciamento em forma de defesa. Minha preocupação é com o torcedor do Cruzeiro, tenho muito orgulho do que faço. Mas o torcedor está acreditando muito no que falam", completou Dedé.