O governo russo não patrocinou o doping dos atletas da seleção de futebol do país, que sediará a Copa do Mundo no mês que vem. A conclusão foi divulgada ontem pela Fifa e é uma vitória política do presidente Vladimir Putin. A entidade, que dirige o futebol mundial, apresentou suas conclusões à Wada (Agência Mundial Antidoping, na sigla em inglês), que as referendou e concordou em encerrar a investigação sobre o time russo.
A apuração começou quando estourou o escândalo de dopagem de atletas olímpicos da Rússia, a partir dos relatórios do investigador canadense Richard McLaren, da Wada. Ele atestou um grande esquema segundo o qual o próprio governo russo favorecia o uso de substâncias ilícitas para a melhoria de desempenho dos esportistas.
Com isso, 111 atletas do país foram excluídos dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio, e a Rússia foi banida de competir como país na Olimpíada de Inverno de 2018, na Coreia do Sul. Seus atletas não sancionados, contudo, puderam disputar a competição sob a bandeira olímpica.
A Fifa procedeu diversas checagens do time russo de futebol, durante a Copa das Confederações do ano passado e em jogos amistosos, como na partida em que o Brasil derrotou a seleção por 3 a 0, ocorrido em março em Moscou.