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Flamengo liquidou dívida de quase 20 anos com o baixinho Romário, que teve duas passagens pelo time da Gávea
O Flamengo iniciou 2017 com uma meta ousada, mas possível de ser alcançada pelo histórico dos últimos anos. O clube fechou 2016 com redução de quase 90% das ações trabalhistas. Eram mais de 500 em janeiro de 2013. Atualmente, são cerca de 60 em curso. A curva descendente faz a diretoria iniciar o debate sobre uma possível saída do Ato Trabalhista.
No acordo firmado pelo Rubro-negro, 15% das receitas - patrocínio, cota de TV, bilheteria, etc - são centralizadas em uma conta judicial para pagamentos aos credores. No entanto, a considerável resolução dos casos coloca em análise a necessidade da manutenção.
Em 2013, o Flamengo lidou com uma média de 100 novas ações. Em 2014 e 2015, foram 50 processos novos a cada ano. Já 2016 encerrou com 26 novas ações - redução de aproximadamente 50% em relação aos dois anos anteriores. Foram mais de 160 acordos desde janeiro de 2013 com jogadores, ex-atletas e demais funcionários. Aproximadamente R$ 78 milhões foram pagos pelo clube com dinheiro oriundo do Ato Trabalhista.
Dos muitos acordos que o Flamengo firmou em 2016, dois deles são significativos pela relevância dos nomes envolvidos e o impacto nas finanças do clube. Com Ronaldinho Gaúcho, um termo de conciliação para o pagamento de R$ 17 milhões. Já com Romário, chegou ao fim um imbróglio de 20 anos.
O Baixinho ainda tinha a receber cerca de R$ 18 milhões parcelados até 2022. O valor era corrigido a cada 12 meses. As últimas parcelas mensais estavam em R$ 190 mil. Para liquidar a fatura, as partes decidiram trazer a valor presente a dívida total. Sem as correções, o atual senador ainda receberia em torno de R$ 12 milhões do Flamengo.
Durante as conversas, Romário deu 50% de desconto e o Rubro-negro quitou de uma só vez cerca de R$ 6 milhões para colocar fim ao antigo impasse. O Flamengo também pagou em 2015 uma dívida de R$ 4,2 milhões com o atual senador. O débito, neste caso, era por conta de encargos não recolhidos entre 1995 e 1999.