ESPORTE

Fred diz que Galo quis barrar ida ao Cruzeiro para não pagar R$ 10 mi

O Cruzeiro contratou o advogado Marcos Motta para auxiliá-lo no caso e enviou uma solicitação de participação na ação à CBF. O pedido ainda não foi respondido pela instituição

Publicado em 19/04/2018 às 18:31Atualizado em 16/12/2022 às 04:38
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Fred tenta desqualificar a multa imposta pelo Atlético-MG na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) baseando-se em artigos do Regulamento Nacional de Registro e Transferência de Atletas de Futebol (RNRTAF) e da Lei Pelé. Os advogados do jogador acusam o ex-clube de interferência direta na mudança do atleta para a Toca da Raposa II.

A justificativa é de que o Atlético tenta impedir a mudança para o arquirrival com a imposição da multa de R$10 milhões. "Mais uma vez, proibindo a ida para o Cruzeiro, a atitude do Atlético Mineiro terminou por minar exatamente a única proposta que se conseguiu converter em uma contratação do atleta", diz o documento enviado pela defesa de Fred à CNRD da CBF.

Neste trecho, os advogados do jogador citam o artigo 61 do RNRTAF, o qual diz que "nenhum clube pode ajustar ou firmar contrato que permita a qualquer das partes, ou a terceiros, influenciar em assuntos laborais ou relacionados a transferências, independência, políticas internas ou atuação desportiva, em obediência ao art. 18bis do Regulamento da Fifa sobre o Status e a Transferência de Jogadores e à legislação desportiva federal".

Outro aspecto que sustenta a defesa de Fred é o artigo 27-B da Lei Pelé (9.615/1998). Segundo o mesmo, "são nulas de pleno direito as cláusulas de contratos firmados entre as entidades de prática desportiva e terceiros, ou entre estes e atletas, que possam intervir ou influenciar nas transferências de atletas ou, ainda, que interfiram no desempenho do atleta ou da entidade de prática desportiva, exceto quando objeto de acordo ou convenção coletiva de trabalho".

O Cruzeiro, por sua vez, segue aguardando a possibilidade de ingressar no processo. O clube contratou o advogado Marcos Motta para auxiliá-lo no caso e enviou uma solicitação de participação na ação à CBF. O pedido ainda não foi respondido pela instituição.

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