ESPORTE

Jogadores do Cruzeiro e comissão técnica deixam fãs a ver navios

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 14:03
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Ainda faltavam nove horas para o Uberaba Sport e Cruzeiro entrarem em campo e as emoções dos torcedores de ambas as equipes já estavam à flor da pele. Em Boulanger Pucci, os fiéis torcedores estavam a postos, procurando obter informações sobre o time. No Uberabão, logo pela manhã, a movimentação em busca de ingressos era intensa, porém tranquila. Do lado de fora, barraquinhas e varais repletos de camisetas dos clubes. Dentro do estádio, profissionais de imprensa e suas parafernálias, todos, buscando se acomodar nas instalações do estádio.   Por outro lado, no aeroporto, a movimentação também era grande. Mesmo no chão, a cabeça dos torcedores cruzeirense residentes em Uberaba parecia estar na nuvens. Cerca de 50 apaixonados pela Raposa aguardavam, ansiosamente, no saguão principal, a chegada dos seus ídolos. Hinos, gritos, assovios e tietagem – essa por conta das meninas. Porém, quando o avião pousou na pista, por volta das 11h45 e os jogadores se dirigiram direto para o ônibus, a alegria deu espaço à frustração. Nada que um aceno, mesmo que pela janela, não fosse capaz de superar. E foi.   Junto com a frustração também foi o ônibus do clube. Já no hotel, localizado na entrada da cidade, onde a reportagem do Jornal da Manhã chegou cinco minutos antes da delegação cruzeirense, por conta dos caminhos alternativos, o clima era de calmaria. Apenas a equipe do JM teve acesso ao interior do hotel. Porém, a comissão técnica e os jogadores do clube da capital evitaram qualquer declaração, alegando que entrevistas são proibidas antes de qualquer partida.   Ramires, craque e humilde, mesmo não podendo falar, chegou a cumprimentar os que estavam ali presentes. Já Kleber, bom de bola, porém marrento, apenas passou com a cara amarrada. Do ônibus, direto para a sala de refeições do hotel. Muitos jogadores nem chegaram a guardar suas bagagens nos quartos, indo direto para onde ficavam pratos e talheres.   Adilson Batista, por sua vez, ficou na sala de espera descansando com outros membros da comissão técnica. Apesar de demonstrar bom humor e tranquilidade o treinador recusou-se a dar entrevistas, nem mesmo para falar sobre as expectativas para o restante da temporada e sobre o início arrasador na Copa Libertadores da América. USC. Enquanto isso, não muito longe dali, os jogadores do USC já estavam hospedados em regime de concentração. Por meio de um programa de mensagens instantâneas através da Internet, um deles, muito empolgado e confiante, dizia ter acordado inspirado e com o sentimento de que ontem seria um ótimo dia para o USC e para ele. Enquanto a hora do jogo não chegava, ele aguardava o horário da preleção de Pedrinho Rocha. “Ele nos motiva muito e nos faz lembrar dos treinamentos da semana, sempre enfatizando que somos capazes e vencedores”, disse o jogador.

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