Na categoria em que você tem de enfrentar o melhor atleta da história de sua modalidade, um cara que não perde há seis anos e tem oito títulos mundiais, ganhar uma medalha olímpica, qualquer que seja, é um título. Foi assim com Rafael Silva, o Baby, na tarde de ontem.
O destino colocou o brasileiro na mesma chave do francês Teddy Riner, o gigante de todos esses predicados. Rafael segurou o rival por cinco minutos, mas perdeu por um wazari. Ainda restava o bronze. E o mato-grossense de 27 anos não iria deixar que uma derrota que a maioria dos especialistas já previa o abalasse.
Rafael Silva é medalhista olímpico. Conquistou nesta sexta-feira seu segundo bronze, assim como Londres-2012. "A medalha em casa é muito boa. A torcida ajudou bastante, me empurrou, buscando cada shido, cada ponto. Em casa é outra coisa, estou feliz demais”, disse.
A equipe de judô do Brasil iniciou as disputas no Rio de Janeiro cercada de expectativas e termina sua participação nos Jogos com três medalhas. Além do bronze de Baby, Mayra Aguiar também ficou com o bronze e Rafaela Silva conquistou o único ouro. O planejamento do COB, no entanto, era de conquista de mais medalhas, cinco vindas do judô.