
O lateral-esquerdo de 21 anos nega as acusações e afirma que as relações foram consensuais. (Foto/Gustavo Oliveira-Athletico.com.br)
O jogador Léo Derik, do Athletico Paranaense, foi condenado em primeira instância a 13 anos de prisão por dois estupros contra uma mulher. A decisão foi tomada pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba na quarta-feira (12).
O lateral-esquerdo de 21 anos nega as acusações e afirma que as relações foram consensuais. A defesa informou que recorrerá da sentença ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).
De acordo com a denúncia, o primeiro crime ocorreu em 16 de dezembro de 2023, em Curitiba. O segundo episódio relatado aconteceu em 4 de fevereiro de 2024, também na capital paranaense.
Em depoimento, a vítima afirmou que pediu para que os atos fossem interrompidos e relatou ter sofrido agressões. Ela também declarou ter enfrentado crises de ansiedade e pânico e precisado interromper a faculdade.
Léo Derik negou as acusações durante o interrogatório judicial. A juíza Paula Scheer, porém, considerou o depoimento da vítima firme e coerente e entendeu que as provas eram suficientes para a condenação.
A pena foi estabelecida em seis anos e seis meses para cada crime, totalizando 13 anos. O jogador também foi condenado ao pagamento de R$ 20 mil como indenização mínima por danos morais.
A decisão absolveu Léo Derik da acusação de violência psicológica. Além disso, a Justiça permitiu que ele recorra em liberdade por entender que, neste momento, não existem os requisitos necessários para determinar prisão preventiva.
A defesa afirmou ter recebido a condenação com surpresa e destacou que a sentença ainda não é definitiva. Os advogados também defenderam a presunção de inocência durante a tramitação dos recursos.
O Athletico informou que não fará comentários sobre o conteúdo do processo, que tramita em segredo de Justiça. O clube ressaltou que a decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso.