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São Paulo arrecada cerca de R$ 100 milhões com shows no Morumbis

Publicado em 14/08/2026 às 07:58
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O São Paulo precisou disputar 12 partidas longe do Morumbis por causa da utilização do local. (Foto/Nilton Fukuda - saopaulofc.net)

O São Paulo precisou disputar 12 partidas longe do Morumbis por causa da utilização do local. (Foto/Nilton Fukuda - saopaulofc.net)

O São Paulo encontrou nos shows realizados no Morumbis uma importante fonte de receita. Desde dezembro de 2023, quando fechou o primeiro contrato com a Live Nation, o clube arrecadou cerca de R$ 100 milhões com apresentações realizadas no estádio.

No mesmo período, o time precisou disputar 12 partidas longe do Morumbis por causa da utilização do local. A estimativa é que esses jogos renderiam aproximadamente R$ 11,4 milhões líquidos em bilheteria caso fossem realizados no estádio são-paulino.

A diferença entre os valores chega perto de R$ 90 milhões favoráveis aos shows. O cálculo considera a arrecadação das apresentações e compara a renda dos jogos disputados fora com uma estimativa baseada na média de arrecadação do Morumbis em cada temporada.

Os eventos também provocaram mudanças no gramado. Desde o começo da parceria, o piso do estádio precisou ser completamente substituído cinco vezes, com custo aproximado de R$ 4 milhões bancado pela Live Nation, conforme previsto em contrato.

Dentro de campo, o São Paulo conquistou seis vitórias, quatro empates e sofreu duas derrotas nas 12 partidas realizadas longe do Morumbis. Foram 22 pontos de 36 possíveis, com aproveitamento de 61,1%.

A estimativa aponta ainda que 287.789 torcedores deixaram de acompanhar esses jogos presencialmente. O número considera a média de público registrada pelo estádio em cada ano.

No primeiro contrato, assinado em dezembro de 2023, o São Paulo recebia R$ 1,5 milhão pelo aluguel do Morumbis. O clube também ficava com 30% do lucro líquido de alimentos e bebidas e 15% do lucro líquido obtido com merchandising.

A receita média era de R$ 2,3 milhões por apresentação. Foram 12 shows neste formato, que renderam aproximadamente R$ 27,6 milhões.

Nesse período, quatro partidas foram realizadas fora do Morumbis, contra Corinthians, Vasco, Inter de Limeira e Velo Clube. A renda líquida desses jogos somou R$ 3.463.704, enquanto a projeção no estádio era de R$ 6.925.640.

O acordo foi renovado em junho de 2025 e passou a prever condições financeiras maiores para o São Paulo. O aluguel subiu para R$ 2,15 milhões, a participação em alimentos e bebidas chegou a 40% e o clube passou a receber R$ 20 por ingresso vendido, mantendo os 15% sobre merchandising.

A partir de outubro de 2025, a receita média passou a aproximadamente R$ 5 milhões por show. Foram realizadas 14 apresentações neste modelo, além de uma data reservada e posteriormente cancelada, que rendeu somente o aluguel.

A arrecadação dessa etapa chegou a R$ 72,15 milhões. O montante inclui R$ 32,25 milhões em aluguel, aproximadamente R$ 17,7 milhões referentes a 886 mil ingressos e uma estimativa de R$ 22,3 milhões com merchandising, alimentos e bebidas.

Desde então, oito jogos precisaram ser transferidos do Morumbis. Flamengo, Bragantino, Juventude, Internacional, Chapecoense, Mirassol, Bahia e Athletico-PR foram os adversários nessas partidas.

Os oito confrontos renderam R$ 1.009.862 líquidos ao clube. Caso fossem realizados no Morumbis, a estimativa é de uma receita líquida de R$ 8.987.200, uma diferença de R$ 7.977.338.

O contrato atual prevê a realização de 36 shows em um período máximo de seis anos. Segundo os números apresentados, o acordo ainda pode proporcionar aproximadamente R$ 105 milhões ao São Paulo.

O Morumbis recebeu 26 shows desde a assinatura do primeiro contrato. Doze ocorreram antes da renovação e ficaram fora do pacote atual, enquanto uma data reservada para Harry Styles foi cancelada.

O próximo compromisso de apresentações informado será com a banda BTS, nos dias 28, 30 e 31 de outubro. Para essas três datas, o São Paulo receberá R$ 1 milhão adicional por show.

Com essas apresentações, o novo contrato chegará à metade das 36 datas previstas. Também existem shows encaminhados para o próximo ano, mas eles ainda não foram anunciados.

O São Paulo também considera os eventos importantes para a exploração comercial do naming rights do estádio. Internamente, a avaliação é que uma empresa interessada teria sua marca ligada tanto ao futebol quanto aos artistas internacionais que passam pelo Morumbis.

Uma eventual quebra do contrato pela próxima gestão teria multa equivalente a 50% do valor fixo restante. Pelos valores apresentados, a penalidade chegaria a R$ 19,35 milhões.

Na renovação, o São Paulo recebeu antecipadamente 50% do valor fixo previsto para os shows. Como a parte fixa do contrato totaliza R$ 77,4 milhões, o clube recebeu R$ 38,7 milhões na assinatura e, desde então, cada apresentação representa R$ 1,075 milhão a menos de entrada imediata desse valor nos cofres.

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