A entrada de Miami no campeonato da Fórmula 1 ainda não está confirmada, mas já está dando o que falar. Isso porque a prova nas ruas da cidade norte-americana, que tem tudo para estrear já no ano que vem, terá uma regalia que era exclusividade do tradicional GP de Mônac não pagará a taxa milionária que a categoria cobra apenas pelo direito de ter uma corrida.
A exceção é feita a Mônaco, por seu valor histórico – a prova é realizada desde o início da disputa do campeonato da F-1, em 1950 – e, também, pelo valor agregado que a prova traz para a categoria.
Mas a história para todos os demais é bem diferente: ainda que os números não sejam divulgados oficialmente, calcula-se que a média seja de 30 milhões de dólares por prova, quantia que varia muito, de acordo com as negociações feitas com Bernie Ecclestone, ex-chefão da F-1.
Enquanto provas mais novas no calendário, como Azerbaijão e Rússia, puxam a conta para cima, pagando perto de 60 milhões de dólares por ano para receber a Fórmula 1, as etapas europeias desembolsam pouco mais de 20.
Mas nem os “caçulas” do calendário, nem os europeus estão contentes com essa concessão aberta a Miami, que acabou se tornando a única solução mais imediata para o grupo Liberty Media, que assumiu de Ecclestone o controle da categoria ano passado, de adicionar uma segunda prova nos Estados Unidos, ao lado de Austin.