Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, abriu a possibilidade de se juntar a "amigos do mercado financeiro" para adquirir os direitos de exploração de superfície do Allianz Parque, que neste momento pertencem à WTorre. O dirigente deixou claro, porém, que a construtora nunca fez menção de se desfazer da arena - o contrato ainda tem mais 28 anos de duração.
"Eu queria ter o tamanho que as pessoas acham que eu tenho, porque daí com certeza eu já teria comprado o estádio. Não posso falar 'infelizmente', porque é até pecado, mas não tenho condições. É claro que isso tem de passar pela parceira, que é detentora dos direitos de superfície nos próximos 28 anos. Se eles realmente se propuserem a vender eu posso tentar, junto com amigos do mercado financeiro, criar alguma operação para tentar viabilizar a compra", disse Nobre.
A WTorre gastou mais de R$ 600 milhões para reformar o antigo Palestra Itália. Como contrapartida, ganhou o direito de operar a arena da forma que achar melhor nos dias em que não há jogos do Palmeiras. A empresa também tem prioridades para marcar eventos mesmo em dias de jogos, o que faz o time ter de sair de seu estádio. Nobre diz não saber o valor de mercado atual da arena.