O local foi palco do incêndio no dia 8 de fevereiro que provocou a morte de dez atletas das categorias de base do clube e deixou três feridos
A Prefeitura do Rio fechou nesta quarta-feira o CT do Flamengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. O local foi palco do incêndio no dia 8 de fevereiro que provocou a morte de dez atletas das categorias de base do clube e deixou três feridos. Essa é a segunda vez que a gestão municipal determina o fechamento do Ninho do Urubu. Nesta quarta, a Guarda Municipal cercou o CT para evitar que ele seja reaberto, como aconteceu em outubro de 2017. Participam da operação fiscais das secretarias municipais de Fazenda e da Ordem Pública, acompanhados pelo Ministério Público do Rio. A decisão do poder público é de manter a Guarda Municipal enquanto o Flamengo não legalizar sua documentação junto aos órgãos municipais. Os fiscais afixaram nas portas do Ninho do Urubu cópias do edital de outubro de 2017, determinando seu fechamento. O incêndio no Ninho do Urubu ocorreu na madrugada do dia 8. As vítimas estavam em contêineres que serviam como moradia para os atletas da base e foram instalados pelo clube no local. De acordo com o poder público, o Flamengo cometeu duas ilegalidades: manteve o centro em funcionamento, mesmo depois de sua interdição, em outubro de 2017, e construiu um alojamento sem que nunca tenha pedido licença para sua instalação. Desde o incêndio, o Flamengo descartou cumprir a decisão da Prefeitura do Rio e fechar o centro de treinamento. No dia 15 de fevereiro, o vice-presidente Jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abranches, minimizou a ausência de licença municipal para o funcionamento do centro de treinamento do clube desde 2017. No dia 13 de fevereiro, a Justiça do Rio de Janeiro proibiu a entrada e permanência de crianças e adolescentes no CT Ninho do Urubu, do Flamengo. Em caso de descumprimento da decisão, o clube carioca será multado em R$10 milhões.