Clube vai negociar individualmente com as famílias das vítimas do incêndio
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Vítimas do incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo
A proposta do Flamengo para as vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, rejeitada na terça-feira (19) pelo Ministério Público, previa o pagamento de até R$400 mil reais para cada família dos jogadores mortos na tragédia ocorrida no fim do mês passado. As autoridades, em contrapartida, exigiam um pagamento inicial de R$2 milhões para costurar um acordo. Os dados foram revelados nessa quarta-feira, durante uma reunião entre familiares de oito vítimas e Defensoria Pública, que aconteceu no Rio de Janeiro.
Na proposta de indenização rejeitada, o Flamengo oferecera, além dos R$400 mil de entrada por vítima, o pagamento de um salário-mínimo por mês durante 10 anos para cada família. A exigência do MP unia os R$2 milhões iniciais e R$10 mil por mês para até quando cada garoto morto no incêndio completasse 45 anos. O próprio Ministério Público admite, em uma nova negociação, rever o período para 35 anos. Em valores totais, o pedido do MP dá aproximadamente R$56 milhões. Enquanto isso, o do Fla totalizaria R$5,2 milhões. Agora, o clube vai negociar individualmente com as famílias. A defensoria pode continuar a acompanhar e orientar as famílias, mas algumas já têm advogados.
“O ideal é que se busque uma solução rápida e consensual. É melhor que um processo longo na Justiça”, disse a defensora pública Pamela Iamego.
O clube planejou entrar rapidamente em acordo com o Ministério Público para iniciar o pagamento às famílias. A falta de acordo faz MP, Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública discutirem na Justiça a reparação às famílias dos mortos no incêndio no Ninho do Urubu.