A estratégia é poupar titulares nos Campeonatos Estaduais e conviver com arquibancadas vazias. (Foto/Reprodução Arquivo)
A redução de datas dos campeonatos estaduais em 2026 já está em análise por clubes, federações e pela CBF. Com os torneios em andamento há duas semanas, a mudança é tratada como um teste. Novos ajustes não estão descartados para os próximos anos. Um formato considerado ideal deve ser definido entre dois e três anos. As informações são do jornalista Marcel Rizzo em sua coluna no Jornal O Estado de São Paulo
A alteração faz parte do calendário reformulado em ano de Copa, que antecipou o início do Brasileirão para o fim de janeiro. Isso obrigou os clubes a conciliar competições nacionais e regionais ao mesmo tempo, algo que ainda gera dificuldades práticas.
No Campeonato Carioca, o Flamengo planejava usar majoritariamente atletas reservas e da base, preservando os titulares para o Brasileirão. O plano foi revisto após derrotas seguidas e risco de rebaixamento. Com isso, o time principal foi escalado em clássico contra o Vasco e venceu por 1 a 0.
Em São Paulo, após quatro rodadas do Paulistão, metade da primeira fase, o São Paulo aparece em 14º lugar, apenas uma posição acima da zona que leva à segunda divisão em 2027. O Corinthians é o 7º, e o Santos ocupa a 8ª posição, ambos no limite da classificação ao mata-mata. O Palmeiras é o 3º colocado, mas sofreu goleada de 4 a 0 para o Novorizontino, a pior derrota da era Abel Ferreira.
A avaliação interna é que o primeiro ano seria naturalmente mais complicado, sobretudo para os grandes clubes. A estratégia de poupar titulares nos Estaduais é vista como viável no planejamento, mas difícil de sustentar quando os resultados negativos aparecem, especialmente em clássicos, segundo relato de um dirigente.
Fora de campo, o impacto financeiro foi considerado menor. No Paulistão, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos devem receber cerca de R$ 35 milhões cada. Em 2025, o valor foi próximo de R$ 40 milhões, mas com até 16 jogos. Em 2026, são 12 partidas. A Federação Paulista de Futebol aumentou em 17% o pagamento por jogo para reduzir a perda total.
No Campeonato Carioca, o campeão deve somar aproximadamente R$ 27 milhões. A FERJ adotou premiação por colocação, em vez de cotas fixas, com o objetivo de diminuir a diferença entre clubes. A CBF definiu 11 datas para os Estaduais, mas o torneio do Rio será disputado em dez. Em São Paulo, a federação solicitou e obteve autorização para usar 12 datas. Para 2027, esse modelo ainda pode ser revisto.