Sede da Copa do Mundo de 2022, na qual estreará em um Mundial, e um dos convidados da Copa América deste ano, no Brasil, o Qatar faz bonito na Copa da Ásia. Muito longe de ser considerada favorita, a seleção qatariana ganhou todos os seis jogos que fez, os três da primeira fase, o das oitavas de final, o das quartas de final e a semifinal.
Derrubou, nesta ordem, Líbano (2 a 0), Coreia do Norte (6 a 0), Arábia Saudita (2 a 0), Iraque (1 a 0), Coreia do Sul (1 a 0) e Emirados Árabes Unidos (4 a 0), país-anfitrião do torneio. Sauditas e sul-coreanos, ressalte-se, estiveram na Copa do Mundo da Rússia, no ano passado.
A passagem à decisão é uma façanha. Jamais o Qatar tinha ido além do quinto lugar (em 1984 e em 1988) em suas nove participações na mais importante competição do continente.
Mais que isso, detém o melhor ataque (16 gols marcados) e a melhor defesa (nenhum gol sofrido). Pelo que fez até agora, chegará à final desta sexta-feira (1º), ao meio-dia no horário de Brasília, não como azarão, mas em condições de fazer uma partida de igual para igual com o Japão, nação mais vezes campeã da Copa da Ásia: quatro vezes (1992, 2000, 2004 e 2011).
A verdade é que o Qatar, mesmo que não supere o Japão (que é o outro convidado da Copa América, que começa em junho), a não ser que sofra uma goleada vexatória, algo improvável, sairá muito por cima da Copa da Ásia.
Pois até o vice-campeonato será considerado o melhor resultado da história da seleção de futebol do país, cujas maiores conquistas são três Copas do Golfo (1992, 2004 e 2014), torneio de relevância limitada, disputado pelos países do Golfo Pérsico.