ESPORTE

Vice-presidente do Santos protocola carta e pretende se licenciar do cargo

No ofício, ele apresenta oito questionamentos a Teixeira sobre o que aconteceria se pedisse licença

Folhapress
Publicado em 05/06/2018 às 09:00Atualizado em 17/12/2022 às 10:18
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O vice-presidente do Santos, Orlando Rollo, enviou ofício ao presidente do Conselho Deliberativo do clube, Marcelo Teixeira, sobre quais são os procedimentos e consequências caso se licencie do cargo.

Ele protocolou o documento nesta segunda (4), às 18h36.

"Eu não estou participando da gestão, não sou ouvido para nada. Para que vou ficar dando meu nome para uma administração com a qual não concordo?", questiona.

No ofício, ele apresenta oito questionamentos a Teixeira sobre o que aconteceria se pedisse licença. Ele alega que o estatuto do clube e o regulamento interno são omissos no assunto.

A intenção de Rollo é se licenciar do cargo de vice-presidente e voltar a ser conselheiro, como entende ser o seu direito. Mas vai esperar uma resposta.

"Se o entendimento for que não posso voltar a ser conselheiro, vou me reunir com o meu grupo político para tratar do assunto", completa.

Fundador do movimento Terceira Via, que reúne sócios e torcedores, Rollo foi candidato a presidente em 2014, mas terminou na quarta colocação. Um dos fundadores da Torcida Jovem na Baixada Santista, se aliou com José Carlos Peres para a eleição do final do ano passado.

Desde o início, encontrou resistência do presidente para participar da administração. Em fevereiro deste ano, a Folha de S. Paulo revelou que ele estava rachado com o mandatário, o que este sempre negou.

A possibilidade de licença é mais um passo na crise política que vive o Santos. A equipe está classificada para as oitavas de final da Libertadores e vai disputar as quartas de final da Copa do Brasil. Mas no Campeonato Brasileiro, ronda a zona de rebaixamento. Sem dinheiro para contratações, o clube tem problemas financeiros e relatório do comitê fiscal aponta déficit de R$ 18 milhões no primeiro trimestre deste ano e questiona a contratação do zagueiro equatoriano Jackson Porozo, 17, com a promessa de repassar 30% para a empresa Hi Talent, ligada ao coordenador das categorias de base Ricardo Crivelli.

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