Bandeira da Rússia (dir) pode ficar fora dos Jogos Olímpicos do Rio
Uma investigação da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) revelou que o governo russo de Vladimir Putin fraudou os testes de laboratório antes e durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi, para beneficiar seus atletas.
A revelação, anunciada ontem, está sendo seguida por um apelo de dez países para que o Comitê Olímpico Internacional agora exclua a Rússia dos Jogos do Rio de Janeiro em todas as modalidades, e não apenas no atletismo.
Mergulhado em sua pior crise de doping, o esporte russo já foi alvo de um abalo ao ter o seu atletismo impedido de competir na Olimpíada - apenas aqueles que conseguirem provar que passaram em controles de doping fora de país é que poderão competir.
A primeira denúncia com relação a manipulação em Sochi partiu do ex-diretor do laboratório nacional antidoping russo, Grigory Rodchenkov, que acusou ao menos 100 amostras de urinas de terem sido sabotadas. Durante o evento, nenhum atleta foi flagrado no doping, mas o diretor afirma que ao menos 15 medalhistas russos haviam ingerido substâncias ilegais.
O apoio governamental para realizar o esquema tinha o intuito de garantir a Rússia como a líder do quadro de medalhas nos Jogos de Sochi, o que, de fato, aconteceu.
O governo da Rússia não se pronunciou até o fechamento desta edição. O Comitê Paraolímpico Internacional emitiu comunicado, dizendo que estão “verdadeiramente chocados, assustados e profundamente tristes” com o caso