Na primeira convocação da Seleção Brasileira feminina de vôlei em 2018, o técnico José Roberto Guimarães não chamou a oposta Tifanny Abreu, destaque do Vôlei Bauru e primeira jogadora transgênero a disputar a Superliga. O que determinou a ausência da atleta na lista foi uma orientação da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), que ainda não tomou conclusões após a criação de um grupo de estudo para analisar casos como esse.
“A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) foi informada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB), em carta enviada a todas as federações nacionais, da criação de um grupo de trabalho para estudar e definir os critérios de elegibilidade dos atletas nas competições internacionais”, disse a Confederação Brasileira de Vôlei, em nota oficial. “Assim, respeitando a diretriz da FIVB de que se aguarde a conclusão do estudo que definirá as novas regras de elegibilidade, a CBV não chegou a considerar a convocação da oposta Tifanny Abreu. A CBV entende a posição da FIVB para que esta decisão esteja pautada em fundamentos sólidos, que promovam a inclusão sem comprometer o equilíbrio técnico entre as equipes no voleibol”, acrescentou a entidade.
José Roberto Guimarães divulgou uma lista com dez jogadoras que farão um período de treinamento no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema, como preparação para a disputa da Liga das Nações.