Instituído oficialmente em 1924, Dia do Trabalho tem raízes em manifestações nos EUA e foi consolidado por mudanças na legislação brasileira
Documento da lei que tornou o 1º de Maio feriado (Foto/Arquivo do Senado)
O feriado de 1º de maio, celebrado nesta sexta-feira, integra oficialmente o calendário nacional brasileiro há mais de 100 anos. A data, reconhecida como Dia do Trabalho, foi oficializada como feriado no país em 1924, embora registros históricos indiquem comemorações anteriores em cidades como Rio de Janeiro e Porto Alegre desde o fim do século XIX.
A origem da data remonta aos Estados Unidos, mais especificamente à chamada “tragédia de Haymarket”, ocorrida em Chicago em 1886. Na ocasião, trabalhadores foram reprimidos durante manifestações que reivindicavam a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias.
Cerca de 50 mil operários de São Paulo participaram das manifestações da Greve de 1917 (Foto/Edgard Leuenroth/IFCH/Unicamp)
Funcionários da Chevrolet, em São Paulo, na década de 1920 (Foto/Divulgação)
Anos depois, em 1889, a Internacional Socialista passou a instituir o 1º de maio como um dia internacional de luta e homenagem aos trabalhadores. No Brasil, a data ganhou força ao longo do século XX e foi incorporada ao calendário oficial como feriado nacional.
Durante o governo de Getúlio Vargas (1930–1945), o dia passou a ser associado a anúncios de medidas trabalhistas, como a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e reajustes no salário mínimo, o que reforçou seu simbolismo no país.
A oficialização do feriado nacional ocorreu posteriormente, por meio de legislação que consolidou o 1º de maio como data fixa no calendário brasileiro, mantendo sua relevância histórica e social até os dias atuais.