A discussão sobre o fim da escala 6x1 no Brasil tem avançado no Congresso e gerado dúvidas sobre quais profissões seriam afetadas caso a mudança na jornada de trabalho seja aprovada. Especialistas avaliam que o impacto varia de acordo com o setor e o tipo de atividade exercida.
Atualmente, há propostas em tramitação que discutem diferentes modelos de redução da jornada semanal, incluindo a possibilidade de 36 horas ou 40 horas de trabalho. O tema também é tratado como prioridade pelo governo federal, mas ainda não há definição sobre o texto final.
Segundo especialistas em direito trabalhista, algumas categorias tendem a sofrer pouco ou nenhum impacto, especialmente aquelas que já possuem jornada reduzida prevista em lei. Entre elas estão bancários, operadores de teleatendimento e trabalhadores de mineração subterrânea.
Profissionais de áreas administrativas e corporativas também devem ser pouco afetados, já que em muitos casos já atuam em regime de cinco dias úteis, com maior flexibilidade de horários. Estão nesse grupo funções como recursos humanos, tecnologia, jurídico, marketing, financeiro e gestão.
Por outro lado, setores considerados essenciais devem continuar operando em regime de escala, independentemente de mudanças na legislação. Entram nessa lista profissionais da saúde, segurança pública e privada, além de áreas como energia, saneamento e telecomunicações.
Especialistas alertam, porém, que os maiores impactos podem ser sentidos em setores de atendimento presencial, como comércio, restaurantes e serviços em geral. Nesses casos, haveria necessidade de adaptação das empresas, com possível aumento de custos operacionais e contratação de mais trabalhadores para manter o funcionamento.
Há ainda a avaliação de que mudanças na jornada podem acelerar processos de automação e uso de tecnologias, além de influenciar modelos de contratação e reorganização de equipes em alguns segmentos da economia.