Os municípios liberados pertencem às regiões Sudoeste, Sul e Central do Estado. A carne bovina poderá ser fornecida à União Européia a partir de segunda-feira (1º). A medida, anunciada em outubro, foi publicada nesta semana no jornal oficial do bloco. Com isso, todas as regiões do Estado podem ter propriedades credenciadas a enviar carne bovina in natura. A decisão da Diretoria-Geral para Saúde e Consumidores da União Européia (DG-Sanco) também beneficia o Estado do Mato Grosso e a maior parte do Mato Grosso do Sul.
Desde 1994, os municípios estavam impedidos de exportar para o bloco por causa de focos de febre aftosa no Estado, registrados no ano anterior. A sanção estava mantida mesmo com o reconhecimento de Minas Gerais, pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), como área livre de aftosa com vacinação. O rebanho das regiões liberadas é de aproximadamente seis milhões de cabeças.
As fazendas dos 287 municípios mineiros que queiram fornecer carne bovina aos frigoríficos que exportam para a União Européia terão que seguir as regras nacionais de rastreamento do rebanho (Sisbov) e passar por auditorias do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Agricultura.
Com a ampliação do número dos municípios, as exportações estaduais para a UE podem crescer cerca de 20%. Minas é o Estado com o maior número de fazendas aptas a fornecer carne bovina para o bloco. São 306 propriedades, cerca de 50% do total. Segundo o secretário Gilman Viana, os pecuaristas que vendem boi rastreado para exportação conseguem um valor adicional entre R$ 10 e R$ 15 por arroba.