Diferença salarial entre homens e mulheres esteve em pauta de pesquisa realizada a pedido do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Segundo os dados, 90,2% dos mineiros acredita que é dever do Estado exigir, em forma de lei, que funcionários dos dois gêneros sejam remunerados da mesma forma quando exercerem funções similares em empresas privadas. Ao mesmo tempo, somente 8,2% concordam com a implementação de leis para equiparar as remunerações.
Os dados são preocupantes, sobretudo se levarmos em consideração que no país, o vencimento das mulheres é 32,2% menor do que o dos homens – cada hora trabalhada, em média, pelo homem vale R$ 14,55, enquanto a da mulher vale R$ 11, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do último trimestre do ano passado.
Para tentar amenizar essa situação, a senadora Rose de Freitas, do Podemos/ES, apresentou projeto no Congresso Nacional, cuja intenção é obrigar as empresas com mais de 250 funcionários a divulgar anualmente a média de salários dos homens e das mulheres.
Mercado. A pesquisa Minas no Brasil de 2018 também aponta que a maioria dos participantes entende que o Estado deve controlar, por meio de legislação, algumas relações entre empresas privadas. Para 63,4% do eleitorado, o governo precisa interferir nos preços de produtos e serviços praticados pelas companhias, ante 28,6% dos que se posicionaram de forma contrária.
A parcela de 62,1% dos participantes da amostragem acha que o Executivo precisa controlar a concorrência entre as empresas, enquanto que 26,2% entendem que essa intervenção não é necessária. Em relação a publicidade praticada pelas companhias, a pesquisa indica que 56,2% dos mineiros consideram que ela precisa ser gerida por meio de uma legislação, e 31,4% discordam dessa avaliação.
Fonte: O Tempo