Um marco na trajetória de Terezinha Hueb de Menezes: o falecimento do marido, professor Murilo Pacheco de Menezes, em 1999. Embora tenha lhe causado dores – corte profundo na sua existência –, o ritmo do Colégio Nossa Senhora das Graças, fundado em 1958, administrado pelo casal, não arrefeceu a verve de Terezinha. Quinze anos depois, o educandário segue célere, formando alunos. Sobretudo, com sensível nível cultural.
Ao assumir a presidência da Academia de Letras do Triângulo Mineiro (2009 – 2010), Terezinha Hueb adotou na entidade, fundada por José Mendonça, Edson Prata e Juvenal Arduini, a mesma dinâmica criativa e produtiva adotada no colégio. Sabedora das dificuldades funcionais da Academia, transferiu para sua casa – ou seja, as salas de aula – as reuniões mensais da entidade, que passaram a ser enriquecidas com apresentações artísticas de alunos e convidados. O resultado veio imediatamente, com o aumento do número de pessoas interessadas nas promoções da ALTM.
Mas o grande feito de Terezinha Hueb que se estendeu às administrações seguintes, de José Humberto Henriques e minha, foi a parceria estabelecida entre a nossa entidade literária (e histórica) e a Associação Comercial e Industrial de Uberaba. O resultado é a excelência das edições da revista Convergência/Saberes Acadêmicos. Aos trabalhos artísticos dos acadêmicos e colaboradores, juntam-se ensaios de mestres e alunos da Faculdade de Ciências Econômicas do Triângulo Mineiro, mantida pela Aciu. Permite-se, assim, leitura e visão da produção representativa do pensamento criativo e erudito de intelectuais de nossa região.
E este legado deixado pela articulada Terezinha Hueb se estenderá, como força motriz para novos produtos artísticos e culturais que a Convergência/Saberes Acadêmicos se encarrega de difundir nos mais diversos segmentos da sociedade.
(*) Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro e colunista do Jornal da Manhã