No mês em que se comemora o Dia Internacional contra a Homofobia (17 de maio), foi firmado nesta segunda-feira (21), em São Paulo, entre o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) e a Câmara de Comércio e Turismo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) do Brasil. O objetivo é preparar o país como destino LGBT.
O acordo destina-se a promover e apoiar a comercialização do Brasil como destino gay-friendly no mercado nacional e internacional, além de sensibilizar prestadores de serviços turísticos para evitar o preconceito no atendimento a esse público. Gay-friendly é o termo usado para se referir a lugares, políticas, pessoas ou instituições que procuram ativamente a criação de um ambiente confortável para as pessoas LGBTI.
Segundo o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, para avançar na relação LGBT com o comércio e os negócios do setor, é preciso primeiro aprimorar as ideias que constroem o país.
“O Brasil é uma nação muito conservadora, ainda que diversa, mas o turismo faz muitas coisas acontecerem. Ele aproxima, cria canais, faz as pessoas viajarem, se comunicarem, se entenderem, apesar dos idiomas distintos. O turismo é uma forma de ‘respirar’, de ‘oxigenar’ o Brasil”. Além de tudo, gera muitos empregos e, portanto, é um avanço junto com outros países”, ressaltou.
Lummertz assinou o acordo junto com a presidente da Embratur, Teté Bezerra, e o presidente da Câmara LGBT, Ricardo Gomes.
Para ele, o acordo é resultado de um “diálogo de alto nível, que dá sinais sobre o respeito à diferença e diz muito sobre o acolhimento brasileiro, que é a vocação e o talento do nosso país”.
O ministro lembrou que, de cada 10 turistas no mundo, um é do segmento LGBT e cerca de 15% da movimentação financeira turística mundial é gerada por este público, conforme dados da Organização Mundial do Turismo (OMT).