Reginaldo Batista da Costa, vulgo “Negrete”, não conseguiu habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Ele foi preso em fevereiro dentro do Uberaba Country Club. Negrete é acusado de fazer parte de quadrilha envolvida em diversos crimes, com uso de extrema violência. De acordo com relator, desembargador Pedro Vergara, a prisão deve ser mantida devido a gravidade dos crimes e para garantir o andamento das investigações no inquérito policial. Segundo ele, existem indícios da participação do acusado em uma gangue bem articulada responsável por diversos crimes como roubo, formação de quadrilha e tráfico de drogas. A quadrilha, segundo o relator, teria membros que trabalham em empresa dedicada ao ramo da segurança patrimonial. Estes, em tese, estariam municiando outros integrantes para a prática de roubos. “A investigação está lastreada em centenas de horas de conversas telefônicas interceptadas com autorização judicial, cujo teor, ao menos em primeira análise, incrimina os interlocutores. A quantidade de investigados, mais de 40, e a gama de crimes em apuração, pelo menos uma dezena, justifica a dilação do prazo para a conclusão do inquérito e a prorrogação da custódia cautelar”, concluiu o desembargador.