GERAL

Acusado de matar pintor no Leblon é absolvido pelo júri

Os jurados acataram a tese da defesa e absolveram o réu das acusações. A grande questão foi que o delegado de polícia e o investigador entraram em contradição

Thassiana Macedo
Publicado em 14/04/2016 às 08:01Atualizado em 16/12/2022 às 19:19
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Foto/Neto Talmeli

Em razão da absolvição, o alvará de soltura de Adjaime Messias foi expedido e deve ser cumprido hoje

O Tribunal do Júri julgou ontem o caso de Adjaime Messias Silva. Ele era acusado de homicídio duplamente qualificado ocorrido no bairro Leblon, em 11 de agosto de 2012, cuja vítima foi o pintor Carlos Alves da Silva, 43 anos. Ele foi alvejado com dois tiros quando trafegava em uma moto. Os jurados acataram a tese da defesa e absolveram o réu das acusações.

Segundo a advogada Juliana Alves Castejon, a defesa pleiteou a absolvição por negativa de autoria, o que foi confirmado pelo júri. “Sustentamos que não ficou provado no processo que o acusado foi realmente a pessoa que atirou na vítima. A grande questão foi que o delegado de polícia e o investigador entraram em contradição. O delegado disse que não ouviu o depoimento de uma outra vítima e o investigador afirmou que o delegado havia tomado o depoimento da testemunha”, esclarece.

Essa vítima sobrevivente de uma tentativa de homicídio ocorrida na mesma noite, com as mesmas características, também chegou a ser relacionada com o réu. Porém, em depoimento ao júri a vítima testemunhou negando o reconhecimento de Adjaime Messias como autor do crime.

Durante o julgamento, Juliana Castejon e o advogado Leuces Teixeira Araújo apontaram uma série de contradições na investigação policial, o que fez com que o conjunto do inquérito não tivesse crédito perante o júri. “Sem contar os 11 pontos de prova que nós indicamos que a polícia deixou de investigar. Inclusive, havia provas requeridas pelo promotor de Justiça que a polícia não investigou, como a quebra do sigilo telefônico das vítimas, se o acusado tinha carro ou moto, a falta de laudo médico atestando a lesão de outra vítima que levou um tiro no pé e foi testemunha no caso, entre outras. Ele negou a autoria desde o início e o inquérito não conseguiu provar que ele foi o autor dos disparos”, ressalta Juliana Castejon.

Em razão da absolvição, o alvará de soltura de Adjaime Messias foi expedido pelo juiz Fabiano Garcia Veronez e deve ser cumprido hoje.

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