Ele chegou a ser condenado, em 2014, a 57 anos de prisão pelo triplo homicídio da esposa e duas cunhadas, mas o julgamento foi anulado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)
Foto/Arquivo
Na época do primeiro julgamento, a defesa de Edson Fernandes de Ávilla alegou a sua imputabilidade penal
Edson Fernandes de Ávila será submetido a um novo julgamento nesta sexta-feira (29), a partir das 9h. Ele chegou a ser condenado, em 2014, a 57 anos de prisão pelo triplo homicídio da esposa Jane Luce Paiva de Ávila e das cunhadas Dilza Maria de Paiva e Luzia Maria de Paiva, mas o julgamento foi anulado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O júri será novamente presidido pelo juiz da 2ª Vara Criminal, Fabiano Garcia Veronez, e para fazer a defesa, o advogado Leuces Teixeira.
Na época do primeiro julgamento, a defesa alegou a imputabilidade penal do réu, visto que durante a fase processual foi instaurado o procedimento de insanidade, e laudo pericial confirmou a semi-incapacidade do réu. Ou seja, na época no crime, Edson Fernandes não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito de sua conduta. Após a condenação, a defesa entrou com recurso para anulação do julgamento por contrariar as provas nos autos, em especial o laudo psiquiátrico.
O crime, considerado bárbaro, ocorreu no dia 8 de agosto de 2011 na própria residência do réu, no bairro Boa Vista. Conforme a denúncia do Ministério Público, Edson teria matado a mulher, Jane Luce, 50 anos, e as cunhadas Dilza, 67, e Luzia, 59, com golpes de podão, principalmente nas regiões da cabeça, pescoço e tórax. As vítimas ainda teriam sofrido vários ferimentos de defesa nos braços e mãos.
Apenas a sogra do réu, de 89 anos, portadora do mal de Alzheimer, que também morava na casa, escapou com vida porque estava trancada em um quarto. As três foram encontradas caídas em uma varanda da casa pela filha de Jane Lúcia e outras duas pessoas da família. Os vizinhos disseram que não escutaram nenhum grito. Durante buscas no interior da casa, os policiais apreenderam um rifle CBC, calibre 22, bem como 34 cartuchos intactos do mesmo calibre, que estavam em cima de um guarda-roupa.