Apesar de possuir maior extensão territorial e população, o Brasil amarga um avanço tímido na eletrificação de seu transporte público. Com apenas 2% de sua frota de ônibus eletrificada, o país fica muito atrás de vizinhos como o Chile, que já ultrapassa a marca de 58%, e a Colômbia, com 14%.
Para o Brasil, que possui apenas 1.200 coletivos a bateria rodando, quase todos em São Paulo, os obstáculos são claros: faltam políticas públicas consistentes e financiamento. As baterias chegam a representar 40% do custo total de um veículo (entre R$ 300 mil e R$ 500 mil), e a rede de recarga é insuficiente para suportar a demanda simultânea das garagens.
A iminência de um atraso tecnológico severo, que ameaça até a competitividade da indústria nacional (a terceira maior do mundo em fabricação de ônibus), pautará as discussões do 3º Congresso Internacional da Mobilidade Elétrica e Baixo Carbono (Conatre). O evento será realizado nos dias 13 e 14 de maio de 2026, no Crea-DF, em Brasília.
O inédito Prêmio Conatre
Para incentivar o avanço na prática, o evento sediará a primeira edição da premiação Conatre, Mobilidade Sustentável. Edgar Barassa, diretor da Barassa e Cruz Consulting (BCC), explica que a iniciativa reconhecerá personalidades e empresas nacionais.
O prêmio contemplará cases concretos, escaláveis e replicáveis em um mix amplo: veículos elétricos, híbridos, SAF, biometano e micromobilidade, servindo como vitrine para soluções aplicáveis a diferentes modais e regiões do país. As inscrições para o 3º Conatre já estão abertas por meio da plataforma Sympla.
Fonte: O Tempo