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Acusados de matar Izabella Gianvechio e os gêmeos são condenados a 81 anos de prisão

Matuzalém Ferreira Junior e Antônio Moreira Pires foram considerados culpados por júri em Igarapava (SP); julgamento durou mais de 13 horas

Publicado em 10/10/2018 às 08:01Atualizado em 17/12/2022 às 14:17
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Reprodução

Tribunal do Júri em Igarapava, onde Matuzalém Ferreira Júnior e Antônio Moreira Pires, o Pedrão, estavam sendo julgados

Matuzalém Ferreira Júnior e Antônio Moreira Pires, o “Pedrão”, foram condenados a 81 anos e quatro meses de prisão cada um pela morte da jovem Izabella Gianvechio, de 22 anos, e dos dois filhos gêmeos dela, com dois meses de idade à época do crime. A condenação foi confirmada no início desta madrugada (10), após mais de 13 horas de julgamento, realizado no Fórum de Igarapava (SP).

Eles foram condenados por homicídio doloso qualificado, crime agravado por motivo torpe, envolvimento de recompensa e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Os réus devem permanecer presos na Penitenciária de Tremembé (SP).

Izabella foi morta em 12 de fevereiro de 2014 no meio de um canavial, à margem da rodovia Anhanguera, no município de Aramina (SP). Já o casal de recém-nascidos também foi cruelmente assassinado a poucos quilômetros do local onde a comerciária foi executada a tiros. O empresário Matuzalém Júnior é acusado de ser mandante do crime e Antônio Pires é apontado pelo Ministério Público como autor dos disparos. O julgamento foi presidido pelo juiz Joaquim Augusto Simões e o júri popular era composto por quatro mulheres e três homens.

Em investigação sobre a motivação do crime, a Polícia Civil descobriu que o empresário teria encomendado o triplo assassinato em razão de processo para realizar o reconhecimento da paternidade dos gêmeos. Audiência que ouviria Izabella já estava marcada e o juiz tentaria o reconhecimento espontâneo ou a solicitação de exame de DNA para teste da paternidade.

O empresário e a comerciária tiveram um caso passageiro, que, segundo ela, teria gerado as duas crianças. Em junho de 2015, o juiz Clóvis Humberto Loureço Júnior, de Igarapava, determinou a exumação dos corpos dos gêmeos para verificar se o empresário era o pai dos bebês, mas o resultado do exame descartou essa possibilidade.

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