Em Uberaba, a Associação de Alzheimer se reunirá com pacientes e familiares na Biblioteca Municipal nesta quarta para falar sobre os desafios da doença
Uma nova forma de tratamento para o Alzheimer está disponível no SUS. O remédio Rivastigmina, que já é disponibilizado em comprimido e solução oral, agora também é oferecido em sua forma de adesivo transdérmico. O Ministério da Saúde explica que a adição da versão adesiva do medicamento à lista disponibilizada pelo SUS se dá por causa dos menores efeitos colaterais e da facilidade de aplicação. Aplicado na pele, ele faz com que aumente no cérebro dos pacientes a substância acetilcolina, reduzindo os sintomas da doença.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa provocada pela morte de células do cérebro, que prejudicam principalmente a memória dos pacientes. Também é comum a perda de atenção, linguagem e orientação. Até agora não há cura para a doença. No Brasil, segundo dados de 2017, estima-se que haja 1,1 milhão de pessoas com a doença.
Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento já está disponível nas unidades de saúde responsáveis pela distribuição deste tipo de remédio.
Para receber o medicamento, os pacientes devem atender aos critérios dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas e apresentar os seguintes documentos na unidade de saúde: cópia do Cartão Nacional de Saúde, cópia e original de documento de identidade, laudo para Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (LME), adequadamente preenchido; prescrição médica devidamente preenchida; documentos exigidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas publicados na versão final pelo Ministério da Saúde, conforme a doença e o medicamento solicitado e ainda a cópia do comprovante de residência.
Bate-papo. Em Uberaba, a Associação de Alzheimer irá se reunir nesta quarta-feira (4) às 19h30 na Biblioteca Municipal, com familiares e cuidadores para um bate-papo sobre os desafios do cotidiano. O neurologista Marcelo Igor Carvalho estará à frente do encontro e trará uma palestra sobre o assunto. “Vamos falar sobre as fases da doença e como pode ser o comportamento de quem está acompanhado o paciente, para que ambos tenham qualidade de vida”, convida o médico.