Acusado de assassinato será julgado nesta quinta-feira em júri popular no Fórum Melo Viana; crime ocorreu há 22 anos e desde então o réu está foragido
Tribunal do Júri se reúne hoje para julgar Juarez Guide da Veiga no Fórum Melo Viana. Ele responde pelo homicídio de João Eurípedes Rosa, conhecido como Joãozinho Bicheiro. Uma das principais provas da defesa é uma carta da vítima, psicografada pelo médium Carlos Baccelli. O assassinato aconteceu no dia 6 de junho de 1992, na esquina da avenida Osvaldo Cruz com rua Henrique Dias, no bairro Estados Unidos. O réu era namorado da ex-mulher de “Joãozinho Bicheiro”. O relacionamento havia terminado oito meses antes do crime e a vítima não se conformava com a separação. O bicheiro estava de tocaia quando conseguiu flagrar o casal chegando à antiga casa onde morava com a ex-mulher. Ele teria reagido de forma negativa, efetuando vários disparos contra o casal. O réu, de dentro do carro, revidou. Houve a troca de tiros e “Joãozinho Bicheiro” acabou baleado. Os ferimentos levaram-no à morte. Juarez será defendido pelo Rondon Fernandes Lima. De acordo com ele, o réu se encontra foragido desde a época do crime, e o julgamento ocorre sem que houvesse nenhum recurso da defesa no processo, que tramita há 19 anos e nove meses, desde a pronúncia, na Justiça. Além disso, Lima coloca que uma das principais provas da defesa é uma carta da vítima, psicografada pelo médium espírita Carlos Baccelli. Para o advogado, a mensagem foi recebida por um dos maiores médiuns brasileiros, autor de mais de 150 livros psicografados, com grande credibilidade em Uberaba. Nela, “Joãozinho Bicheiro” diz ter sido tomado pelo ódio, egoísmo e vingança contra a ex-companheira. Diz ainda que foi o maior responsável pela própria morte. “Esta mensagem está dentro dos autos e a defesa tem de utilizá-la como prova”, afirma o advogado. Como desde a época do crime o réu se encontra foragido, o advogado confirma que o mesmo não irá comparecer ao julgamento. Lima também explica que o crime está teoricamente prescrito, visto que ocorreu há 22 anos. O promotor de Justiça Raphael Soares Moreira César Borba irá atuar na acusação. O julgamento será presidido pelo juiz Fabiano Garcia Veronez, titular da 2ª Vara Criminal.