Enquanto assistente de acusação, advogado Leuces Teixeira vai recorrer da sentença judicial que condenou Regiovani Paulo Ribeiro a vinte anos de prisão pelo latrocínio (roubo seguido de morte) do também advogado e ex-assessor jurídico da Fundação Cultural André Colli. O profissional foi contratado pela mãe e a irmã da vítima para auxiliar na ação penal movida pelo Ministério Público. Para ele, a pena arbitrada pelo juiz auxiliar da 3ª Vara Criminal, Adelson Soares de Oliveira, foi muito branda para o réu. Para este tipo de crime, o Código Penal prevê pena de 20 a 30 anos de prisão e, no caso de André Colli, a pena arbitrada foi no mínimo legal, ou seja, vinte anos. “Vamos buscar a majoração desta pena. Não houve atenuantes para era ser arbitrada no mínimo legal. O réu deveria ter sido sentenciado a uma pena de no mínimo 25 anos, pois sequer confessou o crime”, avalia Leuces Teixeira. Vale lembrar que a defesa do réu também já adiantou à reportagem do Jornal da Manhã que vai recorrer da sentença. De acordo com o advogado de defesa Rodrigo Daniel Resende, houve cerceamento, visto que o juiz negou pedido de exame de sanidade mental solicitado nos autos para verificar a semi-imputabilidade do réu.