Advogado Leuces Teixeira de Araújo apresenta hoje as contrarrazões no recurso cujo objetivo é anular o julgamento de Edson Fernandes de Ávila
Advogado Leuces Teixeira de Araújo apresenta hoje as contrarrazões no recurso cujo objetivo é anular o julgamento de Edson Fernandes de Ávila. Ele foi condenado a 57 anos em júri popular pelo assassinato da mulher e de duas cunhadas, realizado em 13 de março no Fórum Melo Viana. Além de questionar o resultado do julgamento, colocando-o como “manifestamente contrário à prova dos autos”, visto que o laudo de semi-imputabilidade foi ignorado, a defesa também vai questionar a conduta do pr omotor de Justiça Raphael Soares Moreira César Borba. De acordo com o advogado, o promotor utilizou o celular com acesso à internet para mostrar uma reportagem aos jurados que compuseram o Conselho de Sentença. Segundo ele, nenhuma prova pode ser utilizada sem dar ciência à defesa com três dias de antecedência. Leuces revela que não questionou a conduta no julgamento porque na hora em que houve a demonstração ele não estava no salão do júri. Porém, ele conseguiu três declarações que pessoas que presenciaram a ação do promotor de Justiça. “Ele jamais poderia ter feito isso. Esta conduta já é suficiente para anular o júri popular. Ninguém pode ser surpreendido no júri. Se eu estivesse presente na hora, pediria que fosse constado em ata e ainda determinaria a apreensão do aparelho de telefone celular”, revela o advogado, considerando a atitude como “nefasta”. A defesa ainda questiona a forma como os quesitos foram colocados aos jurados, que, conforme avalia, se deu de maneira incorreta, e, ainda, a pena de 57 anos, a qual considera elevada. A reportagem tentou contato com o promotor Raphael Soares Moreira César Borba para ouvi-lo em relação às declarações do advogado. Porém, ele está de licença de trabalho e só retoma as atividades na semana que vem.