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Solange Martins acredita que quando as viagens forem retomadas, destinos próximos à natureza estejam entre as preferências
Sete de setembro, 12 de outubro ou 2 de novembro. Esses são alguns dos feriados do segundo semestre que podem marcar o reinício das atividades turísticas no país. Pelo menos essa é a expectativa dos empresários do setor.
No mercado há quase 30 anos, William Maluf conta que nunca viveu um momento tão indefinido como o de agora. “São quatro meses sem viagens, com nada de faturamento. A expectativa é de que no segundo semestre a pandemia já tenha desaparecido e possamos voltar a movimentar o mercado”, lamenta, mas cheio de esperança.
De acordo com empresário, os públicos que mais procuram pelo serviço são casais e idosos, que têm procurado a empresa para remarcar as datas de viagem. “Temos três funcionários e aproveitamos as possibilidades oferecidas pelo governo para conseguir manter os colaboradores, mas se não houver uma reviravolta no quadro atual, as empresas de turismo vão acabar fechando”, desabafa.
Solange Martins também está no setor do turismo há cerca de 26 anos e destaca que apesar do distanciamento social, os clientes não cancelaram as viagens e sim remarcaram para o futuro. “Perdemos alguns feriados, mas analisamos que a retomada do turismo será imediatista, as famílias vão buscar por passeios em locais com menos agitação e mais contato com a natureza e mais perto de casa”, aponta.
A empresária ainda faz uma alerta para as promoções de viagens com pacotes aéreos. Segundo ela, mesmo que os destinos sejam um sonho, com preço de pechincha, é preciso ter cuidado para não cair em golpes e não conseguir nem o dinheiro de volta. “Infelizmente existem empresas que são fraudulentas e que fazem a vida das pessoas se tornarem um verdadeiro pesadelo. Não é hora de comprar pacote de viagem com viagem aérea, espere e faça no próximo ano ou quando puder e tenha cautela na hora de contratar o serviço”, aconselha.