A qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica melhorou em 2017 na comparação com o ano anterior. É o que mostra uma pesquisa divulgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
De acordo com o especialista em regulação Davi Vidal, os dois indicadores usados para elaborar os resultados tiveram os menores índices da história. “Os dois principais indicadores que nós acompanhamos são o indicador de duração das interrupções, o chamado DEC, e o indicador de frequência das interrupções, que é o FEC. O DEC mede, na média, quantas horas os consumidores ficaram sem o fornecimento de energia elétrica. O FEC mede, na média, quantas vezes houve a interrupção do serviço na distribuição. Então no ano de 2017, ambos os indicadores tiveram seus menores índices históricos”, afirmou o especialista.
Segundo o levantamento, ao longo do ano passado, os consumidores ficaram 14,35 horas, em média, sem energia (DEC), representando redução de 9,23% do valor registrado em 2016, que foi de 15,81 horas em média. Os números apontam, também, que houve uma redução nas indenizações pagas aos consumidores por conta de problemas com a queda do serviç de R$ 571,12 milhões, em 2016, para R$ 477,16 milhões, em 2017.
Para elaborar esse ranking, a Aneel dividiu as empresas em dois grupos: 33 concessionárias de grande porte, com número de unidades consumidoras maior que 400 mil; e 25 concessionárias de menor porte, com o número de unidades consumidoras menor ou igual a 400 mil.
Com objetivo de dar mais autonomia, transparência nas atividades e evitar que essas autarquias sofram interferência do setor privado, o Congresso discute o Projeto de Lei 6621, de 2016, que pretende aprimorar a gestão das agências reguladoras.
Fonte: Agência do Rádio