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Medicamentos fitoterápicos, alimentação balanceada e prática de esportes são alternativas eficazes para combater o problema
Fundamental para o avanço da espécie humana, a ansiedade já foi fator importante para que nossos antepassados buscassem abrigos contra predadores, adotassem a vida em grupo e desenvolvessem estratégias para o armazenamento de provisões. Passado o tempo em que esses fatores exigiam do homem um estado permanente de alerta, a ansiedade tornou-se uma das principais vilãs da vida moderna, interferindo na rotina de várias pessoas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dentre os transtornos mentais, a ansiedade é o mais frequente. Hoje, 264 milhões de pessoas sofrem com o problema, o que representa uma média de 3,6% e crescimento de 15% em comparação a 2005. O Brasil é o país com os maiores níveis, pois 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade.
Pesquisas internacionais recentes demonstraram a existência de uma conexão biológica entre ansiedade, estresse e depressão. Exemplo é um estudo publicado pela revista inglesa Nature Neuroscience, que defende que o estresse provoca uma espécie de estado inflamatório no cérebro, em decorrência da liberação de citocinas. A perpetuação deste estado, em longo prazo, leva a uma neurotoxicidade que pode ser causa da depressão.
A prática regular de atividades físicas, lazer e descanso, além de meditação e massagens, alimentação balanceada e uso de medicamentos fitoterápicos, porém, são caminhos eficientes para o controle da ansiedade. “Compostos à base de Passiflora incarnata L., o maracujá vermelho, podem auxiliar no controle da ansiedade, pois minimizam os efeitos do problema e melhoram a qualidade do sono”, afirma o farmacêutico Olavo Rodrigues.