O Desenrola 2.0, programa do governo federal para renegociação de dívidas, já está próximo de R$ 1 bilhão em valores renegociados. O montante representa cerca de 200 mil pedidos, como informou nesta segunda-feira (11/5) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A iniciativa foi lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na semana passada e terá duração de 90 dias. Segundo o governo, a expectativa é chegar a R$ 20 bilhões em dívidas renegociadas. Essa é uma das principais apostas de Lula para a campanha à reeleição.
"A gente, em poucos dias, já tem perto de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas de 200 mil pedidos. Desses 200 mil, 100 mil praticamente fechados e em volume crescente. Cada dia, a gente tem visto mais renegociações sendo feitas, o que é muito importante", disse Durigan a jornalistas.
O Desenrola 2.0 prevê juros mais baixos, de no máximo 1,99%, e descontos de 30% até 90% no valor da dívida. Além de parcela menor, os beneficiados terão mais tempo para pagar sua dívida. E cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
De acordo com o ministro da Fazenda, o Desenrola Fies, voltado a quem aderiu ao Fundo de Financiamento Estudantil e para dívidas vencidas e não pagas há mais de 90 dias, deve estar totalmente disponível nesta semana. Nessa modalidade, será possível pagar o débito à vista sem os juros e as multas e com um desconto de 12%.
"Os bancos têm tirado tirado dúvidas junto com o MEC (Ministério da Educação) e a Fazenda, e essa semana vai estar operativa", declarou Durigan.
O chefe da Fazenda adiantou ainda que o governo estuda um modelo de "premiar" os pagadores adimplentes, ou seja, que pagam as dívidas em dia.
"A gente não vai deixar de fazer também um estímulo para os adimplentes. Isso vai ser feito em um segundo momento, daqui a alguns dias. Para que a gente primeiro faça a comunicação para quem está inadimplente, que é uma situação muito diferente, para que depois a gente também honre e dê um estímulo, uma espécie de prêmio também, um merecimento para quem ficou adimplente", complementou o ministro.
Fonte: O Tempo.